sexta-feira, 9 de maio de 2008

Presentes

"Depois a nuvem.
Como é que se dá a alguém um pedaço de céu?
Em finais de Fevereiro, estava ela na Rua de Munique a observar uma nuvem gigantesca aproximar-se das colinas como um monstro branco. Trepou pelos montes. o Sol foi eclipsado, e em seu lugar uma fera branca de coração cinzento observava a cidade.
- Olhe só para isto! - disse ela ao papá
Hans inclinou a cabeça e declarou aquilo que sentia ser óbvio.
- Devias oferecê-la a Max, Liesel. Vê se a podes deixar na mesa-de-cabeceira, com todas as outras coisas.
Lisel fitou-o como se ele tivesse enlouquecido - Mas como?
Ele tocou-lhe levemente com os nós dos dedos na cabeça - Memoriza. Depois, descreve-a por escrito."
Markus Zusak, A Rapariga que Roubava Livros, Editorial Presença, Lisboa 2008
Um grilo diz-me que gostaria deste livro, querida Rute

Hoje ao entardecer

segunda-feira, 21 de abril de 2008

domingo, 20 de abril de 2008

sábado, 19 de abril de 2008

domingo, 30 de março de 2008

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sei que sabes que a ausência não é falta de carinho

















sábado, 12 de janeiro de 2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

domingo, 30 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A minha janela, aos 19 anos

Eu espreitava o limoeiro, a sua copa
larga ocupando o quintal que a minha
avó fechava à chave quando saía (por
causa das galinhas). Para trás do muro,
só havia telhados de zinco, portões com
ferrugem, traseiras de prédios com roupa
estendida, armazéns, carros ao abandono
e gritos no crepúsculo, das mães aflitas
chamando os filhos para jantar. Eu via
tudo aquilo, sentado à mesa com uma
folha de papel em branco, esperando
o que chega quando não se espera.
Às vezes apareciam versos sem norte,
palavras vagabundas, para murcharem
logo ali – ecos de ecos. E eu olhava o
céu, as nuvens perfeitas, o vento em
turbilhão através do quintal, aquele
limoeiro com melros nos ramos e
frutos acesos na tarde como sóis.

É tão difícil de esquecer, a melancolia.

José Mário Silva, in apeadeiro - revista de atitudes literárias ,1 primavera 2001, edições quasi

(espero que não se importe que o 1º texto deste blog seja seu)

domingo, 16 de dezembro de 2007