Sobre o tabuleiro o mar e a cor que misturaste. Linha de fractura entre a escarpa e um corpo possível deslizando até á linha do mar. Suspenso e depois não, tumulto subindo para a luz. pedras, heróicos cavalos, orgulhosas rainhas, a vontade de pôr um traço a meio da cor, de pôr um traço no fim de tudo. Acabar assim a arte e misturar as cores nos olhos. Conforme olhar tu tens tão diferentes cores, chamo a uma sorriso. Outro tumulto
Sabes? hoje andei com a cabeça no ar à procura de uma nuvem que me deixasse ver um coelhito. Se calhar não era bem isso, era uma nuvem que me lembrasse a Srª Maria que vivia na quinta onde é agora a praceta onde brincam os miúdos em frente a minha casa. Na Páscoa ela escondia ovos de chocolates e pequenos sacos de amendoas entre as plantas da quinta e eu procurava-os entre as exclamações de frio, muito frio, quente a escaldar conforme a não ou aproximação do local do esconderijo.
Não encontrei nuvem que me deixasse ver um coelhito ou o lago de nenúfares que aquela quinta tinha. Ofereço-te o meu jacarandá com nuvem ao fundo. O meu jacarandá com semente. Porque mesmo sem nos vermos rego sempre a termura que sinto por vocês.